25 de junho de 2012

Quadro eleitoral sujeito a alterações

Até 30 de junho, término do prazo para realizar as convenções que homologam candidatos, a configuração política poderá sofrer alterações.


           
Até o dia 30 de junho, término do prazo para realizar as convenções que homologam candidatos, muita coisa pode acontecer. Inclusive mudanças na configuração das composições que tem até o dia 5 de julho para registrar as candidaturas no TRE (Tribunal Regional Eleitoral). O PMDB não fechou a chapa. Fez uma pré-convenção que confirmou Gean Loureiro na cabeça. Mas falta oficializar o nome do vice, que tem tudo para ser o professor Rodolfo Pinto da Luz. E a aliança PSD-PP-PSB-PSDB da dupla Cesar Souza/João Amin homologa a chapa dia 30 de junho. O PCdoB e PT marcou a convenção para o dia 28 de junho, quando deve homologar a chapa com Angela Albino e Nildomar Freire.
A semana que vem vai trazer fatos novos na corrida eleitoral, principalmente entre as siglas menores que vão definir suas posições. Outra preocupação dos partidos será fechar a lista de candidatos a vereador e as alianças na eleição proporcional.
  Tudo vai depender da habilidade na montagem da nominata e das alianças partidárias

24 de junho de 2012

Dario Berger quer tucanos fora da prefeitura de Florianópolis

O prefeito Dario Berger (PMDB) ficou desapontado com a decisão do partido do vice-prefeito, que decidiu apoiar o adversário Cesar Souza(PSD)


          

Dario Berger e Gean Loureiro
Dario Berger ficou desapontado com a decisão do PSDB de não apoiar seu candidato, Gean Loureiro
O dia seguinte à decisão do PSDB do vice-prefeito João Batista Nunes em apoiar Cesar Souza Junior (PSD), adversário político do prefeito Dario Berger, não foi dos mais tranquilos na prefeitura de Florianópolis, onde um bando de tucanos está aninhado em cargos comissionados. Razões não faltam. O prefeito tem um candidato, o vice-prefeito tem outro. “A vaga de vice estava guardada para o PSDB”, garantiu o prefeito.
Desapontado com a decisão do partido do vice-prefeito, Dario Berger ainda não sabe se vai exonerar secretários ligados ao PSDB, mas acha que os tucanos deveriam no mínimo colocar seus cargos à disposição. “Não vou criar cobra no meu quintal. Não quero perto de mim que não tem prazer em ficar do meu lado”, desabafou o prefeito.
Comentários nos meios políticos na quinta-feira é que o prefeito Dario Berger espera que João Batista rompa com a cúpula do PSDB. “A vontade do João era ir conosco, mas o partido tomou uma posição contrária a dele”, disse o prefeito.
João Batista Nunes admitiu que a posição do PSDB causou desconforto a ele. “Devo lealdade ao prefeito. Não posso trabalhar contra o governo”. João Baitsta negou que irá assumir um cargo no governo do Estado. “Não recebi nenhum convite”, disse João.
Dario Berger lembrou que ao ingressar no PSDB, João Batista veio com uma nominata de pré-candidatos a vereador. “A vaga de vice estava seria do PSDB. Agora vamos com o Rodolfo”. Dario Berger disse que a decisão do partido do vice-prefeito não vai afetar a continuidade da administração. “Não existe nenhum risco para a governabilidade”, diz o prefeito.
Mergulhado na campanha
Tanto o prefeito Dario Berger, como o vice-prefeito João Batista Nunes, vão estar envolvidos com a campanha político. Dario vai se empenhar na reeleição do irmão Djalma Berger em São José. E a eleição de Gean Loureiro em Florianópolis. “Não vai ser fácil. Mas para mim nada foi fácil. Vou ter que ampliar minha carga horária para 16 horas por dia’, disse o prefeito.
João Batista disse que vai fazer tudo para eleger vereadores do PSDB. Ele ainda não sabe se vai pedir voto para Cesar Souza Junior

21 de junho de 2012

Grupo de trabalho discutirá regulamentação dos ambulantes e quiosques na Capital

Grupo de trabalho discutirá regulamentação dos ambulantes e quiosques na CapitalSecretaria Municipal de Serviços Públicos, Vigilância Sanitária de Florianópolis, Polícia Militar, Guarda Municipal, associações empresarias e ambulantes formaram um grupo de trabalho para discutir a regulamentação de ambulantes e quiosques na Capital.

A iniciativa é resultado de uma reunião ocorrida nesta terça-feira 19, na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Florianópolis. O objetivo é coibir a atuação de ambulantes ou quiosques que atuam na cidade sem autorização.
O grupo irá debater o que pode e o que não pode ser comercializado nas ruas, principalmente aquilo que não concorre com o comércio, como produtos artesanais. O secretário municipal de Turismo, Vinicius Lummertz, enfatizou a necessidade de definir um mix de produtos permitidos.

19 de junho de 2012

Pesca da tainha está abaixo do esperado em Santa Catarina

Foram pescados 517,7 mil quilos de tainha até o momento. A expectativa é chegar a 3.000 toneladas

       

 
Olheiro observa o mar
"Olheiro" observa o mar da praia de Ingleses
A junção de fatores como a falta de dias de vento sul, temperatura elevada para essa época do ano e mudança dos locais de criação faz com que a captura de tainhas no litoral catarinense esteja aquém do esperado. A pesca começou em 15 de maio e está autorizada até 15 de julho. Até agora, foram pescados 517,7 mil quilos do peixe pela pesca industrial em toda a costa segundo dados do GEP (Grupo de Estudos Pesqueiros) da Univali (Universidade do Vale do Itajaí).
Por se tratar de um recurso migratório, o professor do curso de oceanografia da Univali, Paulo Ricardo Schwigel, afirmou que a chegada da tainha depende basicamente da temperatura, mas não há como afirmar quantas chegarão ao Estado. Oriundos em sua maioria da região da Lagoa dos Patos e do Rio da Prata, ambos no Rio Grande do Sul, os peixes começam sua migração no mês no fim do mês de abril no Estado gaúcho para chegar a Santa Catarina no fim de maio.
A expectativa é que este ano a safra da tainha alcance a média anual, entre 2.500 e 3.000 toneladas capturadas. “Acredito que vamos chegar nesse número, entretanto está devagar porque até bem poucos dias tivemos temperaturas de verão”, salientou o professor, lembrando que a entrada das tainhas está associada à presença do vento sul com intensidade aliado à frente fria. “Tivemos dias de vento sul em intervalos muito curtos. Um ou dois dias não bastam para que elas venham até o litoral”, disse, lembrando que o ideal é que essa tendência se mantenha por quatro ou cinco dias.
A meteorologista da Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina), Gislânia Cruz, confirmou ocorrência baixa de dias com vento sul com intensidade. “Desde que a pesca da tainha foi liberada tivemos apenas um período de massa de ar mais frio, a do feriadão de Corpus Christie”, explicou a meteorologista. A tendência é que no fim desta semana ocorra uma nova massa parecida com a do feriado, o que facilitará a pesca. “Até o dia 15 de julho teremos, talvez, a presença de mais duas condições semelhantes de vento sul e frio intenso”, pontuou.
Nordeste é predominante
A meteorologista da Epagri, Gislânia Cruz, lembrou que apesar da necessidade de um vento sul para receber as tainhas, essa condição não é a normal para Santa Catarina. “O habitual no Estado é a ocorrência de vento Norte/Nordeste”, explicou. Há uma ocorrência comum das massas de ar frio que vêm do continente, mas que rapidamente se dissipam, mas não colaboram com a chegada dos peixes.
Além da massa de ar frio, que precisa vir do oceano, o professor do curso de oceanografia da Univali, Paulo Ricardo Schwigel, lembrou que a costa catarinense tem um recorte diferenciado, em relação à do Rio Grande do Sul, formando enseadas e baías. “Isso exige que, além do vento sul forte, quando a tainha já está em alto mar, é necessário que o vento gire para o quadrante leste para que os peixes cheguem até a área da encosta”, disse Schwigel, destacando que essa é a única forma dos pescadores artesanais alcançarem as tainhas.
É pela razão geológica que em Santa Catarina os pescadores artesanais podem avançar cinco milhas (cerca de oito quilômetros) para buscar os peixes, a chamada zona de exclusão. No Rio Grande do Sul esse número é menor, porque a costa do Estado é linear.
Lagoa dos Patos
Em Santa Catarina existem dois únicos criadouros de tainha, um em São Francisco do Sul, no Norte Catarinense e outro em Laguna, ao sul do Estado. Em nenhum há uma produção significativa. A maior parte dos peixes que chegam a Santa Catarina vem do Rio Grande do Sul, com destaque para a Lagoa dos Patos e no Rio da Prata, já na divisa com o Uruguai.
O professor do curso de oceanografia da Univali, Paulo Ricardo Schwigel, lembrou que outra razão para a baixa ocorrência dos peixes pode estar ligada à baixa reprodução na Lagoa dos Patos, fato que vem sendo registrado nos últimos 20 anos. “Não se sabe diretamente o porquê dessa diminuição da produção”, afirmou.
Por outro lado, o professor lembra que a alta salinidade registrada nos últimos meses na Lagoa dos Patos, motivada pela falta de chuva na região, aumenta as chances de reprodução das tainhas. “Sem chuva, a água do mar ‘invade’ a lagoa e é nessa água salobra que as tainhas desovam”, completou. A alta salinidade também favoreceu a produção de camarão no estuário gaúcho, o maior do Sul do Brasil.
Safras desde 2000 – quilos de tainha capturado pela pesca industrial
*dados da Univali.
*não há estimativas oficiais sobre a pesca artesanal no Estado
2000 - 2.620.589
2001 - 946.938
2002 - 1.346.110
2003 - 2.480.236
2004 - 2.642.015
2005 - 3.115.512
2006 – 1.080.970
2007 - 6.396.590
2008 - 2.038.304
2009 - 4.121.856
2010 - 3.313.985
2011 – 3.046.855 (Prévia)
2012 - 517.730 (Prévia)

Fatma marca audiência pública de hotel na Ponta do Coral, em Florianópolis

Evento vai ocorrer em 18 de julho na Associação Recreativa Novo Horizonte

Empreendimento prevê 661 apartamentos e 247 vagas na marina Foto: Divulgação / Hantei


Fatma marca audiência pública de hotel na Ponta do Coral, em Florianópolis Divulgação/HanteiA audiência pública para discutir a construção de um hotel de luxo e uma marina na Ponta do Coral, localizada na Avenida Beira-Mar Norte, foi marcada para 18 de julho. O
evento é uma exigência do processo de licenciamento ambiental para o projeto de R$ 330 milhões, que prevê o aterramento de uma faixa do mar.

Também servirá para a Construtora Hantei, responsável pelo empreendimento, detalhar a obra e coletar sugestões. Pela legislação, uma audiência pública não é o espaço para as pessoas darem opiniões sobre o projeto, mas é comum que grupos contrários usem a ocasião para fazer pressão.

O evento começa às 19h e será realizado na Associação Novo Horizonte, no Bairro Agronômica, na Capital. O diretor executivo da Hantei, Aliator Silveira, fará uma apresentação de uma hora. Na sequência, haverá espaço para perguntas e sugestões.

Ele vai descrever os resultados do estudo do impacto ambiental do empreendimento (EIA/Rima). A Fatma, órgão ambiental responsável pela análise do caso, ressalta que este é o momento em que o assunto deixa de ser tratado de forma técnica e é discutido numa linguagem acessível.

Estudos custaram
R$ 15 milhões

A Hantei afirma que todas as solicitações da Fatma foram atendidas pelo projeto, que envolveu 66 técnicos, entre oceanógrafos, biólogos, geólogos, arquitetos e engenheiros. O investimento total nesta etapa chegou aos R$ 15 milhões.

A audiência pública não é, necessariamente, a última etapa do órgão ambiental. Pode haver pedido de mais informações, e por isso não é possível estabelecer um prazo para decisão final para a licença ambiental ser ou não emitida e, em caso positivo, que condições serão impostas.

O projeto

Investimento: R$ 330 milhões
Apartamentos: 661
Leitos: 1.322
Lojas: 51, sendo 13 restaurantes
Altura: 60 metros
Estacionamento: 1 mil vagas
Marina: 247 embarcações

Fonte: DC 19/06/2012