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7 de novembro de 2011

Futuro da Hercílio Luz e edital de licitação da quarta ligação estão em pauta nesta segunda

O secretário de Infraestrutura, Valdir Cobalchini, afirma que comparecerá nos dois encontros

Roberta Kremer | roberta.kremer@diario.com.br

Estimada em R$ 1,1 bilhão, a quarta ponte
tem prazo de conclusão de quatro anos
Nesta segunda-feira a reforma da Hercílio Luz será alvo de audiência na Assembleia Legislativa, as 14h, uma hora depois, o governador Raimundo Colombo assina o edital de licitação do projeto executivo da quarta ponte, que deve ser localizada na Baía Norte. O secretário de Infraestrutura, Valdir Cobalchini, afirma que comparecerá nos dois encontros.

Na reunião sobre a primeira travessia, Cobalchini participará da abertura da audiência solicitada pelo deputado e líder da bancada progressista, Silvio Dreveck. Os técnicos do governo ficarão para prestar os esclarecimentos e o secretário seguirá para o lançamento do projeto da quarta ponte, que ele mesmo credita como prioridade de governo.

— Aquela ponte (a quarta) vale por duas. Serão oito faixas, além das destinadas para pedestres e ciclistas. Uma coisa jamais imaginada no Estado. Nosso estudo prevê 300 mil veículos passando pelas pontes por dia em 2020, quase o dobro dos que percorrem hoje. Com a nova travessia, vamos salvar o trânsito de Florianópolis — define Cobalchini.

Estimada em R$ 1,1 bilhão, a quarta ponte tem prazo de conclusão de quatro anos. Mas corre um alto risco de entrar em uma batalha ambiental, o que geralmente leva tempo. Isso porque a travessia entre a Beira-Mar Norte e a Beira-Mar Continental terá uma aterro de 3 milhões de metros quadrados, que ligará a ponte - por um sistema viário - até a BR-101, em Biguaçu.

A obra também precisa que a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) conceda a área de Marinha para o Estado, que deseja usar um terço do total como moeda de troca para empresas tocarem o projeto. Por em prática não é tão fácil. A superintendente da SPU no Estado, Isolde Espíndola, adverte que os procedimentos se tornam mais complexos quando incluem a inciativa privada.

À medida em que o governo se volta para o projeto da quarta ponte, a Hercílio Luz passa por novos atrasos. Assim que tomou posse, Colombo prorrogou de 2012 para 2014 a conclusão das obras de restauração. Vislumbrando a nova ligação, o governo não teria dinheiro para injetar na antiga e tombada estrutura.

Com o anúncio de reduzir o investimento em março, o Consórcio Monumento, responsável pela restauração, fez o primeiro alerta do risco de queda. Para acalmar os ânimos, o Estado afirmou que iria buscar os R$ 130 milhões, faltantes dos R$ 170 milhões orçados, para concluir a obra por meio da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura. Mas, a três semanas de encerrar o prazo de cadastramento do projeto no Ministério da Cultura, não se decidiu nem o tipo de entidade que será criada para captar os recursos de renúncia fiscal.

Com a lentidão na restauração, cresce a incerteza sobre a conclusão da obra.

Além disso, a colocação das 16 estacas - base para a estrutura provisória que vai segurar o vão central durante a restauração - já está atrasada.

A balsa utilizada no estaqueamento está há um mês fora de operação. O repasse de dinheiro está inferior ao previsto. Existia um planejamento de investir R$ 11,5 milhões de janeiro a outubro, mas no período foram inseridos R$ 8,3 milhões, ou seja, quase um terço a menos. Diante de mais lentidão na restauração da Hercílio Luz e do anúncio de uma nova ponte, os alertas sobre a ameaça de queda retornam. E a incerteza da conclusão também.

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16 de outubro de 2011

Muro de contenção construído há um ano na Praia da Armação, em Florianópolis, está cedendo

Estrutura ainda não terminada custou R$ 10 milhões aos cofres públicos e foi feita para barrar avanço do mar no Sul da Ilha

Construído há pouco mais de um ano, na Praia da Armação do Pântano do Sul, em Florianópolis, para conter o avanço do mar sobre as casas, o muro de pedras de R$ 10 milhões está cedendo. Ainda não finalizada, a obra, de 1,7 quilômetro, aguarda trabalhos de urbanização e humanização.

:: Confira a versão completa aqui.
O secretário de Obras da prefeitura de Florianópolis, Luiz Américo, garantiu que já foram tomadas providências. Foi acionada a empresa que projetou a obra, Sotepa, e a que executou, a SulCatarinense, para avaliarem o que causou o problema.

— Isso não era para ter acontecido. Vamos ter que levantar o que pode ter ocasionado essa situação e arrumar o muro — observou.

Ele foi construído para tentar conter o avanço do mar sobre a areia. Em maio do ano passado, ressacas prejudicaram a estrutura de 31 casas, derrubando 12 residências. Na época, o dinheiro para a contenção foi liberado pelo Ministério da Integração.

Da pasta, ainda são esperados outros R$ 13 milhões para outras obras de recuperação da praia, como o alargamento da faixa de areia, já que cerca de 700 metros dela sumiram. Outro trabalho previsto é o desassoreamento do Rio Quincas e Sangradouro.

O projeto para garantir os recursos foi entregue ao ministério, em julho, pela prefeitura. Na época, foram pedidas algumas correções. De acordo com o secretário, elas foram feitas e devolvidas a Brasília.

— Não sei quando este recurso virá, porque o ministério não nos deu nenhum prazo. Estamos no aguardo — informou o secretário.

Prefeitura estuda instalar passeios, deques e bancos
Américo estima que as obras devem ficar prontas em até dois anos a partir do início da construção. Ainda terá que ser feito o projeto de execução e estudos de impacto ambiental.

Com o recurso federal, o muro será reformado. Em julho, a prefeitura assinou o contrato, no valor de R$ 128,8 mil, com a empresa responsável pelo projeto de urbanização, e estuda colocar passeios, deques e bancos.

Estrutura de 1,7 Km ainda precisa de obras de urbanização para ser concluída, mas já está cedendo
Foto:  Charles Guerra  /  Agencia RBS

DIÁRIO CATARINENS

10 de setembro de 2011

Mais de 65 mil pessoas já deixaram suas casas por conta das chuvas em Santa Catarina

A cidade mais afetada neste sábado é Itajaí, com 20 mil prejudicados pelos temporais

A chuva deu lugar ao sol em grande parte de Santa Catarina neste sábado. Apesar disso, os efeitos dos temporais continuam a ser sentidos em 91 municípios, principalmente na região do Vale do Itajaí.

Cerca de 17 mil pessoas, entre as 20 mil afetadas pela inundação do Rio Itajaí Açu, ficaram desabrigadas em Itajaí. Em Blumenau, maior cidade do Vale, 15 mil ficaram desabrigadas e 280 mil afetadas em uma população de 300 mil habitantes.

Dos 91 municípios atingidos no Estado, 36 decretaram situação de emergência. Rio do Sul, Brusque e Agronômica estão em situação de calamidade pública. A cheia do Rio Itajaí-Açu atingiu principalmente os bairros de Dom Bosco e Cidade Nova, em Itajaí, além de toda a zona rural.
Em todo o Estado, os temporais já afetaram 820 mil pessoas. Segundo o relatório divulgado no início da tarde pela Defesa Civil, são 57,5 mil desalojados e 8,3 mil desabrigados.

Duas mortes foram registradas em Santa Catarina. A primeira morte divulgada pela Defesa Civil foi a de Valdomiro Carminatti, 66 anos, nesta quinta-feira, em Guabiruba, no Vale do Itajaí. Ele morreu depois que o telhado do rancho onde ele trabalhava desabou em sua cabeça.

A outra morte foi em Rio do Sul, também no Vale. Dois homens estavam em um barco, quando o remo atingiu um fio de alta tensão. Um deles morreu na hora e o outro foi hospitalizado.

Veja as fotos dos estragos da chuva em SC
>> Saiba as orientações da Defesa Civil em caso de emergência 
:: Cidades afetadas pela chuva
Agronômica - Estado de Calamidade Pública
Agrolândia
Águas Mornas
Alfredo Wagner - Situação de Emergência (SE)
Angelina - (SE)Anitápolis
Apiúna
Araquari - (SE)
Ascurra
Aurora
Balneário Barra do Sul
Benedito Novo
Blumenau
Bocaina do Sul - (SE)
Botuverá - (SE)Braço do Trombudo
Brusque - Estado de Calamidade Pública
Biguaçu
Calmon
Camboriú
Campo Belo do Sul
Canelinha - (SE)
Caçador - (SE)
Correia Pinto - (SE)Corupá
Dona Emma
Florianópolis - (SE)
Gaspar
Guabiruba
Garopaba
Herval D´Oeste - (SE)Ibirama
Ilhota - (SE)
Indaial - (SE)Itajaí
Itapema
Ituporanga - (SE)Itaiópolis
Irinópolis
Ipumirim
Içara - (SE)
Jaraguá do Sul
Joinville
José Boiteux - (SE)
Lebon Regis
Leoberto Leal - (SE)
Lontras
Lindóia do Sul - (SE)
Macieira
Massaranduba
Major Gercino - (SE)Mafra
Mirim Doce - (SE)
Monte Castelo - (SE)
Nova Trento
Navegantes - (SE)
Novo Horizonte
Otacílio Costa
Papanduva - (SE)
Penha
Petrolândia - (SE)
Pouso Redondo - (SE)Presidente Getúlio
Porto União - (SE)
Rancho Queimado
Rio das Antas - (SE)
Rio do Campo
Rio dos Cedros - (SE)
Rio do Sul - Estado de Calamidade Pública
Rio Rufino
Rio do Oeste
Rodeio - (SE)
Santa Cecília
Santa Rosa de Lima
Santa Terezinha- (SE)
Santo Amaro da Imperatriz - (SE)

São Domingos - (SE)
São José
São Martinho
São João Batista
Taió
Tangará
Tijucas - (SE)
Timbó
Trombudo Central - (SE)
Vidal Ramos - (SE)
Videira - (SE)

Vitor Meireles
Witmarsum - (SE)Vargem

Fonte: DIÁRIO CATARINENSE