2 de abril de 2012

Suspensa a coleta de lixo em Florianópolis por falta de pagamento do vale-alimentação de trabalhadores

Paralisação é por tempo indeterminado, segundo direção do sindicato da categoria

A coleta de lixo está novamente paralisada em Florianópolis. A cidade amanheceu sem o serviço realizado todos os dias em função da falta de pagamento do vale-alimentação para os trabalhadores da Companhia Melhoramentos da Capital (Comcap). Segundo a categoria, o serviço só deve ser retomado quando houver a solução para o problema.

De acordo com o diretor administrativo-financeiro Charles Pires, houve um problema financeiro que impediu a disponibilização no período acertado anteriormente para os 1.523 funcionários.

— O repasse da Prefeitura de Florianópolis foi feito na tarde de sexta-feira e não havia tempo hábil para o crédito nos cartões, o que deve ser feito até a meia-noite desta segunda-feira — garantiu.

Segundo a direção do Sindicato de Trabalhadores do Serviço Municipal (Sintrasem), a retomada ao trabalho ocorrerá somente depois da liberação do crédito.

Esta é a mais recente manifestação dos trabalhadores da Comcap, que enfrentam um impasse na negociação salarial com a empresa.

DIÁRIO CATARINENSE
 

UFSC procura voluntários para desenvolvimento de remédio para colesterol feito com erva-mate

Pesquisas indicam que o consumo reduz o colesterol e pode diminuir as taxas de glicose

UFSC procura voluntários para desenvolvimento de remédio para colesterol feito com erva-mate Ronald Mendes/Agencia RBS
Foto: Ronald Mendes / Agencia RBS
Roberta Ávila

A pesquisadora Aline Minuzzi Becker, que está fazendo mestrado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), procura voluntários para um estudo que pretende desenvolver cápsulas com extrato seco de erva-mate. Foi comprovado em estudos anteriores da UFSC que a infusão da erva provoca redução do colesterol.

A pesquisa com erva-mate já dura três anos na UFSC. Já foram realizados testes com animais e não foram registrados efeitos colaterais nem com ratos e nem com coelhos.

Outros benefícios da ingestão da erva-mate são a redução da glicose em pessoas consideradas pré-diabéticas e a redução de oxidantes. que são substâncias relacionadas ao envelhecimento precoce.

— Não temos dados sobre envelhecimento especificamente, relacionando o consumo da erva e o combate do envelhecimento precoce — alerta Aline.

A pesquisa entra agora na etapa toxicológica, ou seja de testes com humanos, para desenvolvimento de um medicamento.

— Já trabalhamos com 18 voluntários, mas procuramos mais 120, 40 para um grupo de controle, que vai receber o placebo, 40 para receber a cápsula feita com erva verde e 40 para receber cápsula com a erva tostada — explica a pesquisadora.

Requisitos
Para ser voluntário na pesquisa é necessário ter entre 18 e 60 anos e ter problema de colesterol alto. Também é necessário estar dentro do peso normal, ou seja com índice de massa corpórea menor que 30, não ter doença na tireoide, hepática ou renal e nem ser diabético.

— A pessoa precisa estar saudável, em geral — conclui Aline.

Não podem participar grávidas e nem atletas que praticam exercícios intensos.

Para se candidatar ao estudo entre em contato pelo e-mail ali.mb@hotmail.com ou pelo telefone (48) 3721-9712 ramal 219.

DIÁRIO CATARINENSE

Caminhão do peixe estará no Centro de Florianópolis nesta segunda-feira (2)

O objetivo é oferecer o pescado de qualidade com preços acessíveis

img Saraga Schiestl
@Saraga_ND
Florianópolis
 

Quem faz questão de consumir peixes durante a quaresma e a Sexta-feira Santa, terá mais uma opção para adquirir o pescado em Florianópolis. Para facilitar o acesso, a região Central da Capital receberá segunda-feira (2) o Caminhão Feira do Peixe, um projeto do Ministério da Pesca em parceria com a prefeitura, Igeof (Instituto de Geração de Oportunidades de Florianópolis) e Sindifloripa (Sindicato das Indústrias de Pesca de Florianópolis). Os peixes e pescados serão vendidos a preços populares, que variam entre R$ 5 e R$ 9 o quilo. O caminhão será colocado no largo da Catedral Metropolitana a partir das 9h.

O Caminhão do Peixe, que há um ano funciona pelos bairros do município, vai ao Centro para permitir que mais pessoas tenham acesso ao consumo do alimento. Normalmente o caminhão é levado aos bairros que tem demanda. “Além de permitir que as pessoas tenham o seu peixe para a sexta-feira Santa, também queremos incentivar que a população consuma o peixe e o pescado”, explicou o superintendente adjunto do Igeof, Fábio Braga. Para atender a comunidade, o caminhão é estruturado com mini peixaria, câmara fria e câmara de congelamento. O veículo tem capacidade de transportar 3,5 toneladas de peixes.

Entre os tipos peixes que serão comercializados estão o filé de pescada, gordinho, misturinha e cocoroca. “A expectativa de venda é muito boa, principalmente pela época do ano”, observou Braga. Até quinta-feira (5), o caminhão percorrerá os bairros de Florianópolis. Confira na tabela os horários e endereços para comprar o peixe.

 Confira onde o caminhão do peixe estará durante a próxima semana.

02/abr 09h – Segunda Centro - no Largo da Catedral 
03/abr 09h – Terça Villa Aparecida - Servidão Manoel Ezidoro Araújo N°14 
04/abr 09h – Quarta Alto do Ribeirão da Ilha - Centro Comunitário 
05/abr 09h – Quinta Monte Serrat - Rua, General Vieira da Rosa, em frente a Igreja Católica
 Publicado em 01/04-11:00 por: Saraga Schiestl.
NDonline

1 de abril de 2012

Dia da Mentira – 1º de Abril


Menino Maluquinho (Melhoramentos) e Pinóquio (Walt Disney)
Encontro em Paris, capital da mentira


Tudo começou quando o rei da França, Carlos IX, após a implantação do calendário gregoriano, instituiu o dia primeiro de janeiro para ser o início do ano. Naquela época, as notícias demoravam muito para chegar às pessoas, fato que atrapalhou a adoção da mudança da data por todos.

Antes dessa mudança, a festa de ano novo era comemorada no dia 25 de março e terminava após uma semana de duração, ou seja, no dia primeiro de abril. Algumas pessoas, as mais tradicionais e menos flexíveis, não gostaram da mudança no calendário e continuaram fazer tal comemoração na data antiga. Isso virou motivo de chacota e gozação, por parte das pessoas que concordaram com a adoção da nova data, e passaram a fazer brincadeiras com os radicais, enviando-lhes presentes estranhos ou convites de festas que não existiam.Tais brincadeiras causaram dúvidas sobre a veracidade da data, confundindo as pessoas, daí o surgimento do dia 1º de abril como dia da mentira.
Aproximadamente duzentos anos mais tarde essas brincadeiras se espalharam por toda a Inglaterra e, consequentemente, para todo o mundo, ficando mais conhecida como o dia da mentira. Na França seu nome é “Poisson d’avril” e na Itália esse dia é conhecido como “pesce d’aprile”, ambos significando peixe de abril. No Brasil, o primeiro Estado a adotar a brincadeira foi Pernambuco, onde uma informação mentirosa foi transmitida e desmentida no dia seguinte. “A Mentira”, em 1º de abril de 1848, apresentou como notícia o falecimento de D. Pedro, fato que não havia acontecido.

Walt Disney criou uma versão para o clássico infantil Pinóquio, dando ênfase à brincadeira, mostrando para a criançada o quanto mentir pode ser ruim e prejudicial para a vida das pessoas. Ziraldo, um escritor brasileiro da literatura infanto-juvenil, também conta histórias sobre as mentiras, através do tão famoso personagem, o Menino Maluquinho. Em "O Ilusionista", Maluquinho descobre o mal provocado por roubar, fingir e mentir.

Pregar mentiras nesse dia é uma brincadeira saudável, porém o respeito e o cuidado devem ser lembrados, para que ninguém saia prejudicado, afinal, a honestidade é a base para qualquer relacionamento humano.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

O dia em que o conflito entre Argentinos e Britânicos pelas Ilhas Malvinas chegou ao Brasil

30 anos depois

Por falta de combustível, um avião britãnico gerou tensão ao invadir os céus do país

Tropas argentinas chegavam às Malvinas em 1982 Foto: Daniel Garcia / AFP
O dia em que o conflito entre Argentinos e Britânicos pelas Ilhas Malvinas chegou ao Brasil Daniel Garcia/AFPQuando o mundo descobriu, em choque, que Argentina havia invadido as Ilhas Malvinas, território reivindicado historicamente, situado a 500 quilômetros de sua costa, os atores globais lentamente começaram a decidir de qual lado ficariam. As ilhas eram e permanecem como uma possessão ultramarina britânica chamada, em inglês, de Falkland Islands. Embora o governo brasileiro tenha adotado uma postura neutra, a Guerra das Malvinas, cujo começo completa 30 anos nesta segunda-feira, era perto demais para não respingar no Brasil. O então capitão Raul Dias, hoje major-brigadeiro, foi um dos protagonistas do dia em que Brasil e Grã-Bretanha quase se enfrentaram nos céus.

Missão: Black Buck 6
Dada a distância de mais de 12 mil quilômetros entre Grã-Bretanha e Malvinas, foram deflagradas centenas de missões da RAF (Royal Air Force), chamadas Black Buck, nas quais aeronaves britânicas partiam da Ilha Ascensão, um domínio britânico no meio do Atlântico, a mais de 2 mil quilômetros a leste de Pernambuco. Os bombardeiros utilizados eram os Avro Vulcan, que, devido à pouca autonomia de voo, precisavam ser reabastecidos no ar. Piloto de caça de um F-5E lotado no Rio de Janeiro, o então capitão da Força Aérea Raul Dias relembra aqueles dias:

— A guerra estava acontecendo bem perto de nós, embora os combates ocorressem longe. Os aviões britânicos passavam perto de nós também. Eles partiam praticamente de um porta-aviões imóvel - Ascensão - e faziam reabastecimento em voo. Depois, realizavam o ataque às posições argentinas nas Malvinas. No regresso, eles também precisavam reabastecer para poder retornar à base.

Rojão de fogo
Em 3 de junho de 1982, os radares brasileiros captaram aviões invadindo o espaço aéreo. Em um primeiro momento, não se sabia exatamente os motivos da aproximação. Poderia ser tanto um avião com problemas quanto uma agressão. A entrada de uma aeronave no espaço aéreo de outro país não é uma declaração de guerra, mas trata-se de um incidente sério. Era preciso reagir - e rápido.

— Eu e um colega íamos decolar para outra missão naquele dia. Só que pelos radares da defesa aérea foram identificados quatro aviões vindos do mar para o Rio de Janeiro e que, pela velocidade, sabia-se que era uma aeronave a jato. Não se sabia, porém, qual era o tipo de avião, pois, no momento do problema, as normas britânicas diziam para silenciar o rádio e aproarem, no caso, no Rio de Janeiro. Só mais tarde, eles iriam solicitar um pouso de emergência ou algo do gênero. Os aviões britânicos estavam a mais de 100 milhas da costa brasileira. Ou seja, eles foram identificados no limite máximo da detecção do radar da época, entre 150 e 200 milhas. Em seguida, três deles saíram. A partir do momento que foi acionado o alerta, soou uma sirene. E o controle de coordenação, por meio do rádio, acionou o código para a situação: Rojão de fogo, que indicava uma missão real.

— Foi a primeira e última vez que ouvi o código e ali eu sabia que estava engajado em uma missão de verdade e que estava decolando para entrar em combate. O chefe controlador de voo era o major-brigadeiro José Orlando Bellon - hoje também na reserva. Ele acionou o alerta de Santa Cruz, uma base militar no subúrbio do Rio. Os caças tiveram os canhões carregados, porque a gente já voava com a capacidade máxima de cartuchos, só não estávamos com a bala na agulha nos canhões de 20mm. Então, decolamos para fazer a interceptação sem saber de quem se tratava.

Confira a entrevista com o combatente nas Malvinas, Juan Carlos Ianuzzo.
A interceptação
Dias teve a sensação de tempo embaralhada, mas os treinamentos quase diários de situações similares o ajudaram em um momento histórico do 1º Grupo de Caça: era a primeira vez que o contingente era ativado desde a participação da FAB na II Guerra Mundial. Com sete anos de formação, ele pilotava um F-5E, um caça de fabricação americana, considerado muito moderno para os padrões da época. A rotina de exercícios tornou a decolagem, a checagem do armamento, a conversa com o controle um movimento automático, onde o raciocínio é quase substituído por um ato reflexo.

— Decolamos, e tem um detalhe: a torre de Santa Cruz nos passou direto para a defesa aérea. Recebemos a instrução para chegar a uma altitude de 36 mil pés e nos deram a subida com pós-combustão, um movimento de rápida aceleração - houve até a quebra da barreira do som próximo ao Rio, o que foi muito comentado na cidade. Era, evidentemente, uma consequência da missão, e não uma firula. Embora nós não estivéssemos com mísseis, tínhamos 560 cartuchos de dois canhões 20 mm em cada F-5. Mas, claro, não foi um duelo entre caças. Mas nós decolamos sem saber com o que iríamos deparar. Quando avistei o Vulcan, eu disse: 'Espadas dois cobertura' e assumi posição de combate. O Vulcan era um avião majestoso. Eu tentei, então, fazer a comunicação, e ele, em um primeiro momento, manteve o rádio em silêncio. Quando ele respondeu, eu o orientei porque eu estava recebendo orientações da defesa aérea e ligado no canal internacional de emergência, pelo qual passei as coordenadas para o bombardeiro. Depois, nós o escoltamos até o Galeão para reabastecer . Eles estavam quase sem combustível.

O outro lado

O Vulcan seguia para o Rio apenas porque a aeronave não poderia pousar em nenhum outro lugar. Sem ter como reabastecer em voo, os tripulantes só tinham combustível para chegar ao Brasil, caso contrário teriam de se ejetar no meio do oceano.

— O piloto do Vulcan passou por uma situação-limite, até porque não tinham ideia de que seriam interceptados tão cedo. Achavam que pousariam no Rio sem que fossem interceptados. Subestimaram nossa capacidade. Eles devem ter pensado: 'Será que vão nos derrubar?'. Nós éramos latinos, vizinhos da Argentina, será que, nesse contexto, não seria possível um ataque? Até nós falarmos que iríamos escoltá-los, acompanhar o pouso, deve ter sido uma angústia para eles. Quando o dispositivo de reabastecimento em voo quebrou, eles já sabiam que teriam de pousar no Brasil.
O retorno

A missão foi um sucesso. A comunicação foi estabelecida, e o Vulcan pousou com segurança no Galeão. Ao retornar ao solo brasileiro, na base de Santa Cruz, o capitão de 30 anos saiu do caça com as pernas tremendo e o coração disparado:

— Depois que pousei, conversei com a tripulação do Vulcan. Depois da missão, a descarga de adrenalina, a tremedeira toda, isso com certeza também aconteceu com eles, porque quando teu organismo relaxa, teu corpo reage com espasmos quase incontroláveis.